Sustentabilidade - Prix Hotel - Maior e Melhor Hotel de Passo Fundo e Região.

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SUSTENTABILIDADE ! Que os interessados observem a ampla descrição anexada.

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SUSTENTABILIDADE NO PRIX HOTEL
Avaliação Atualizada: dezembro/2015

PROPÓSITO

O PRIX HOTEL se identifica como ECO e SUSTENTÁVEL por sobra de razões. Afinal cumpriu e atende mais de 60 quesitos no aspecto sustentabilidade, do inicio dos projetos até o estágio atual de funcionamento. Desde a concepção do empreendimento e das escavações e fundações, foi priorizada a questão ambiental e de responsabilidade social. A experiência de décadas da TREVIPART Empreendimentos e Incorporações Ltda na construção civil, sempre inovando, facilitou esse desafio. A convicção do seu presidente Paulo Afonso Trevisan e equipe levaram o PRIX HOTEL a um padrão surpreendente pela elevada escala atingida. O tema SUSTENTABILIDADE se incorporou em escala mundial nas iniciativas e rotinas das pessoas e empresas, e crescerá dramaticamente.
Cada vez mais pessoas e empreendedores querendo adotar atitudes nesse sentido. Mas o difícil é deixar de ser apenas um arauto e assumir e implementar na prática aquilo que preconiza.
Assumir custos imensos e buscar conhecimentos dispersos. Este é o desafio para a pretensão em escala.
Quantos empreendimentos já nasceram sustentáveis? Poucos. E aqui estamos falando de um projeto que nasceu pioneiramente em 2009 em Passo Fundo RS. Claro que em anos recentes as iniciativas se propagaram e só irá crescer. Mas quantos empreendedores possuem coragem e disposição de investir milhões num Hotel de porte acreditando piamente nesse propósito?
Quantos mantém essa determinação sem pestanejar mesmo quando um pesado investimento assusta e ultrapassa o previsto inicialmente; e destinando entre 15 a 20% do custo total nesse quesito?
Quantos hotéis no Brasil, considerando que a grande maioria foi construída em décadas passadas, teria condições de efetuar uma adequação de porte? Pouquíssimos.
Este esforço foi feito com sucesso no PRIX HOTEL; e para um complexo que deverá chegar a 15.600m2 com sua última etapa prevista. Isso indica o impacto no investimento.

Isso significa acreditar num desembolso inicial elevado, e recuperação parcial e apenas no longo prazo. Entender que neste compromisso individual, o público saberá reconhecer nos anos vindouros que esta foi iniciativa relevante e com certa dose de pioneirismo. Determinados equipamentos e componentes poderão até não pagar-se por terem sido novidades e de custo elevado na época; mas não foram dispensados do pacote. Se a vantagem nos dias atuais é a grande oferta de equipamentos de baixo consumo energético, por outro lado a inovação ainda exige garimpagem da INFORMAÇÃO DISPERSA e desconectada. A construção civil convencional predominante no Brasil exige reciclagens urgentes para reduzir seu impacto ambiental, porque ainda engatinha. A implantação do PRIX HOTEL teve que buscar e selecionar fornecedores e estabelecer para si uma lógica funcional e de eficiência. Adaptar, porque não existem receitas prontas em grande número de quesitos. E o aprendizado foi e continua numa constante.
O nível de conscientização e exigência dos consumidores se expande também no Brasil. E há quem afirme que nos próximos anos será impossível dissociar conceito de luxo na hotelaria de SUSTENTABILIDADE. Então sustentabilidade também é luxo! Inclusive já afirmações a partir de 2014 que a vincula com a expressão ÉTICA! Haverá, segundo analistas do tema, de forma crescente um consumidor menos fútil e mais responsável! Reduzirão as ostentações gratuitas e o luxo autêntico será o responsável, na medida que a face cultural for crescendo.
Aos que se interessam pelo tema Sustentabilidade na Hotelaria mais detalhado, abrimos esse relato verdadeiro da experiência própria no PRIX HOTEL, que evolui pelo aprendizado e resultados.

ASPECTOS GERAIS DE SUSTENTABILIDADE CONTEMPLADOS

1. NO PROJETO

A concepção do PRIX HOTEL iniciou e teve flexibilidade para receber ajustes, agregar novos conhecimentos e ser monitorado pelo empreendedor e seus profissionais contratados. Os projetos arquitetônico e estrutural foram mantidos em escritório especializado e lá os demais se adequando e integrando. De forma dinâmica os ajustes foram sendo feitos e integrando ao núcleo principal os propósitos sustentáveis. Simultaneamente tendo que atender as complexas exigências construtivas e sistemas de prevenção de incêndio, isolamento térmico e acústico, estocagem de água potável e pluvial, tratamento de esgoto, aquecimento solar de água, energia, ar condicionado, exaustão, acessibilidade, sistemas de comunicação e gestão. As iniciativas nesse estágio em linhas gerais foram:
1.1 Edificação de volumetria e arquitetura contida, privilegiando o conforto térmico/acústico e correto posicionamento das unidades e áreas frente à incidência solar.
1.2 Aplicação total de revestimento externo com pastilhas de porcelana branca perolizada na torre das UHs, para impermeabilizar e refletir os raios solares e seus impactos sobre o ar condicionado.
1.3 Janelas com persianas de alumínio brancas anodizadas (não usuais na hotelaria pela manutenção) visando conforto e redução do aquecimento interno no verão ou perda de calor no inverno.
1.4 Vidros de grande porte apenas no hall/térreo(com persianas automatizadas) e no 2º pavimento. Pele de vidro frontal com blackout e apenas nas frentes de baixa incidência solar.
1.5 Shafts (8)para uso simultâneo do hidráulico, exaustão, ventilação interna e troca de calor. Dutos verticais com saídas no topo para renovação natural e melhor qualidade do ar interno.
1.6 Priorizada a iluminação natural mas controlando excesso ou desconforto sazonal.
1.7 Planejados todos os grandes reservatórios e cisternas de reservas de água (Corsan, Chuva, Sprinklers, hidrantes, mangotes e mangotinhos) no subsolo e jardins. Isto possibilitou enorme redução da carga do prédio e nas suas fundações, e por consequência, menos ferro e concreto. Os diversos sistemas alternativos e obrigatórios de bombeamento e pressurização exigidos através dos bombeiros foram concentrados no subsolo.
1.8 Eliminação total de telhados e impermeabilização dos terraços, técnica dominada pelo empreendedor há décadas. Os terraços e substitutos de telhados sem circulação de pessoas, para captação da água da chuva. Redução máxima da dimensão da casa de máquinas por questões arquitetônicas e ampliação do espaço para placas de tubos a vácuo de aquecimento d'água solar.
1.9 Estabelecimento de níveis e pés direitos compatíveis e diferenciados das quatro edificações que compõem o Prix Hotel,tendo em vista a topografia ondulada da Rua Lava Pés e os 109m de frente atingidos. A ele integrado e dentro dessa ótica o novo Museu do Automobilismo Brasileiro de volumetria arrojada e compondo um complexo equilibrado das edificações. O Museu foi concluído no final de 2014 mas continuará sua montagem e ambientações internas apenas para o final de 2016. Irá priorizar os eventos do Prix Hotel com seus dois auditórios e amplo espaço térreo.
1.10 A correção e elevação em plano inclinado do passeio público na implantação dos jardins e afastamentos, registre-se reduziu as escavações do terreno e subsolo destinado às garagens.
1.11 Ampliação da área de afastamento exigida pelo Plano Diretor e uso de blocos de concreto na calçada possibilitando maior permeabilidade da água da chuva.
1.12 Separação e distanciamento máximo de áreas ocasionadoras de ruídos

2. NA EXECUÇÃO DA OBRA

Foi determinante a larga experiência de 40 anos na construção civil do empreendedor, nas suas empresas TREVISAN/TREVIPART. Tendo construído dezenas de edifícios em Passo Fundo e Porto Alegre. Assim soube onde buscar materiais apropriados, adequados e criar soluções novas para este empreendimento. Senão vejamos:
2.1 Seguiu decisão inicial de que o empreendimento gerasse o menor volume de resíduos e descartes, permanecendo a maior parte das sobras no local na forma de agregado para argamassas e contrapisos .
2.2 Este foi o primeiro prédio no interior do RS realizado integralmente a partir de 2009 com paredes de blocos de concreto celular (30X60) de baixo peso e alto isolamento termo/acústico. Obtido e insuflado em autoclave e composição de areia/cal e composto de alumínio. Sendo extremamente leve e resistente ao fogo, muitos edifícios passaram a usá-lo nas escadarias enclausuradas. Foram efetuados tratamentos e aplicações preventivas e complementares em todas as paredes externas, para evitar infiltrações. Os resultados tem sido excelentes. Esse conjunto de tecnologias desenvolvidas pelo empreendedor, mostrou-se plenamente confiável.
2.3 Os blocos leves foram serrados no pavimento da sua colocação, com serrotes comuns, e o resíduo resultante empregado como composto em argamassa e contrapiso. Houve melhoria em todo processo construtivo com larga redução de cimento e argamassa no levantamento.
2.4 O interior do prédio recebeu rebocos mínimos(sem emboço), no geral de apenas 2mm. Para isso adotou rigoroso controle de prumo na execução das paredes, evitando o usual e imenso desperdício de material. Permitiu também rigoroso controle do teor de água, que é crítico nesses rebocos ultrafinos. Reduziu drasticamente o sobe/desce do guincho de obra, na medida em que a massa era feita pelo pedreiro no andar de trabalho, e na quantidade necessária e portanto sem perdas. A maior parte dos pallets de tijolos de concreto celular foram colocados por guindaste contratado, no andar de uso ou o mais próximo possível da utilização, e assim com ínfima quebra.
2.5 Nenhum banheiro (cerca de 200) recebeu reboco ou nivelamento das paredes. Nas paredes cruas foram instalados diretamente os porcelanattos de grande formato, que oferecem grande superfície de agarramento, propiciando redução drástica de rejuntes e encardimento futuro.
2.6 Como os revestimentos de piso/parede mediam 120X60 e parcial 60X60, duros de corte e perfuração, para evitar quebras imensas um engenheiro otimizou no projeto as medidas dos banheiros. Buscou-se o uso máximo de peças inteiras ou múltiplos. A sobra final não atingiu 2% conforme avaliação feita, e grande parte das tiras tiveram outros usos menos nobres.
2.7 Eliminação completa de telhados, tecnologia dominada pelo empreendedor há 20 anos, visando a coleta da água da chuva, alojamento do sistema de placas de aquecimento solar, boilers de estocagem, bombas de circulação e pressurização, caixas de alimentação e facilidades de acesso e manutenções.
2.8 O descarte de itens recicláveis cobiçados como papel/papelão, e da enorme quantidade de plásticos de embalagens de móveis e equipamentos (e outros), foi facilitado por ser estocado no que viria ser o deck externo de fácil acesso pelos catadores. Eventualmente até receberam gratificação adicional e frete para essa coleta. Como descarte efetivo em container foi usado apenas no estágio final da obra; porque a caliça resultante foi sendo espalhada e compactada no subsolo e formando a base do contrapiso cerâmico da imensa garagem.
2.9 Os nivelamentos de pisos nos andares foram de espessura mínima, e isso foi muito importante. Até a diferença de altura do piso laminado dos quartos e respectivo isolamento acústico foi calculada para coincidir com os níveis prontos dos corredores. Situação rara de otimização na hotelaria. Aqui também grande redução de custos e carga no prédio.
2.10 No quesito de madeiras, chapas, portas e pisos laminados foram usados apenas certificadas que atendiam as normas ambientais.
2.11 Somente utilizadas tintas diluíveis em água, sem uso de solventes e não empregando colas de contato e produtos com risco de toxidade.
2.12 Sob todos os pisos laminados dos quartos,assim como da forração dos corredores,foram aplicados milhares de metros de tapete de borracha de pneu reciclado atóxico; propiciando isolamento acústico excepcional. Não houve qualquer preparação de piso porque a manta preencheu as imperfeições suas, e com criatividade se eliminou a usual cola de contato.

3. ESCOLHA DOS EQUIPAMENTOS E PRODUTOS

Nesse processo buscou-se a redução máxima no consumo do trinômio energia/água e gás que tanto afeta os custos na hotelaria. Sustentabilidade como principio, mas buscando redução dos custos operacionais. Algumas substituições e otimizações de equipamentos foram necessárias.
Em várias situações de ocupação plena os sistemas testados ao limite corresponderam. Relacionando as importantes decisões de escolha:
3.1 Projetos hidráulicos, ilumino técnico, aquecimento d'água, ar condicionado, comunicações, sistemas operacionais sempre avançados e otimizados. Redução máxima dos caminhos e distâncias.
3.2 Instalação de quadros múltiplos de CD de energia no térreo,andares e, específicos das UHs. Com isso é facilitada não só a localização de problemas para manutenção como alimentação e corte por andar e UH existente. Andares ociosos ou unidades sem uso previsto em épocas de baixa demanda, ficam bloqueados e não consumindo energia. Mesmo leds de TV, Ar, frigobar ficam desativados.
3.3. Prioridade total para equipamentos eficientes e de baixo consumo. As centenas de motores existentes nos diferentes equipamentos sempre são padrão Procel A.
3.4 Cumprido o desafio de implantar PELA PRIMEIRA VEZ NO BRASIL 100% ILUMINAÇÃO LED NOS QUARTOS DE UM HOTEL, assim como na maioria das áreas de passagem, corredores, acessos, restaurante. Foi agregado adicionalmente iluminação TL5 de baixo consumo em pontos no hall dos elevadores, áreas de circulação e espaços de eventos. Na iluminação externa poucas unidades tipo metálica/sódio. LEDs de grande capacidade até na iluminação e identificação do hotel. Assim que 92% da iluminação total instalada é LED.
3.5 Além da redução de até 90% no consumo de energia pesou o tempo de vida útil dessas lâmpadas. O Hotel possuindo em torno de 2.400 pontos de iluminação, se concluiu, que a LED significaria livrar-se da irritante e constante troca de lâmpadas. Com frequência um hóspede poderia reclamar de lâmpada queimada. Demorou um ano para uma lâmpada LED ter problema e foi de reator. Em 2015 substituímos no máximo 8 lâmpadas, sendo a metade rosqueadas coladas por terem sido forçadas sua retirada. Todas as rosqueáveis são fixadas ao soquete e luminária com adesivo de alto desempenho, desde a fase de obra. Portanto o resultado está sendo fantástico.
3.6 Aparelhos de ar condicionado apenas os silenciosos e eficientes compressores Inverter em quase todo empreendimento, que na época estavam disponíveis apenas sob encomenda por raros fabricantes e, para grandes consumidores. Consomem 30% no mínimo a menos de energia. Todos aparelhos usam apenas gás ecológico.
3.7 Descartado o dispositivo simplório de corte mecânico de energia com cartão nos quartos, porque as pessoas quem viajam com frequência já sabem que basta um cartão de visita de papel para liberar. Quando alguém quer manter tudo ligado, porque acha que está pagando e tem direito a isso, nada o demoverá. O corte de energia na UH por temporizador eletrônico e acionado por dispositivo vinculado a saída tem outros incovenientes. O PRIX HOTEL com todo o aparato de LED, ar condicionado Inverter, e pelo tipo de cliente e rápida permanência não obteria ganho expressivo nesse dispositivo.
3.8 Gerador de energia que atende 100% em consumo máximo, com kit de redução de ruído do motor no padrão hospitalar. Motor homologado para uso de até 25% de biodisel. Raros hotéis tem essa possibilidade de um gerador atender a demanda total. Quantos eventos de grande porte vão pelo ralo por essa falta de previsão e capacidade, e ainda mais considerando os próximos anos com risco de apagões frequentes no Brasil.
3.9 Painéis de aquecimento d'água solar de grande porte com tubos isolados no vácuo, operando em duas redes de boilers separadas. É o primeiro e principal estágio do complexo e eficiente sistema de aquecimento de água. Nos testes de verão manteve fácil temperatura de 49 a 57 graus antes do uso intensivo ao início da noite. Nos invernos de 2013, 2014 e 2015 a água do aquecimento solar manteve-se faixa de 20 a 28 graus com circulação constante 24 h e suprindo a demanda já pré-aquecida.
3.10 No aquecimento da água, ítem dispendioso na hotelaria, predomina o aquecimento solar. Os aquecedores a gás trabalham apenas como 2º estágio ajustando e controlando a temperatura mínima de alimentação e retorno. O sistema é suprido pelo segundo conjunto de boilers de grande volume de água pré aquecida nas placas solares. Na central de aquecedores a gás estão os painéis eletrônicos de controle e ajuste de temperatura e start. A experiência nos comprovou que em determinados dias de verão, dependendo da ocupação, os aquecedores a gás não exigem acionamento.
3.11 O 3ºestágio de aquecimento de água são com resistências elétricas nos dez boilers, que jamais foi usada até este momento. Visando atender alguma situação inusitada que poderia acontecer e ou de resposta imediata, mas obviamente de alto consumo de energia. Instaladas apenas por precaução.
3.12 Isolamento térmico nos principais dutos e colunas de água quente. A maior parte da rede mantida flutuante e sem contato com a estrutura do edifício, pela profusão de furos de passagem. Drástica redução de distâncias das tubulações e todos os registros dentro de shafts e não nos banheiros. Os flexíveis de vaso e pia com mini registro acoplado. Existem entre 4 e 5 possibilidades de corte de alimentação de água entre as colunas e os banheiros para hipótese de manutenção.
3.13 Rede separada de água da chuva (tratada) para alimentação dos vasos sanitários, com dispositivo de descarga de 3 e 6 litros em vasos de fluxo eficiente.
3.14 Efetuada a aquisição de grande volume de equipamentos e utensílios sem embalagens visando redução de custo de aquisição e descarte.
3.15 Sala de Servidores estrategicamente localizada e blindada com equipamentos de última geração, concentrando todos os sistemas operacionais, telefonia, vigilância, comunicação, internet, TV a cabo, roteadores e monitoramento Ruckus, gestão operacional. A exigência atual na hotelaria necessita de muitas passagens e acessos, num patamar difícil de ser obtido em empreendimentos já consolidados e que não previram essa evolução e demanda.
3.16 Lavanderia totalmente automatizada usando apenas produtos Bio e eventualmente até água da chuva tratada e filtrada para algumas operações. O Hotel dispõe de fossa/filtro específica para tratamento dos efluentes exigida e aprovada pelos órgãos ambientais.
3.17 Contrato de assessoria permanente com a empresa especializada EcoAmbiental para acompanhamento e controle dos efluentes, qualidade da água, destinação do lixo seletivo e atendimento dos convênios com entidades coletoras.
3.18 Pontos de água quente nas cozinhas do Restaurante e do Café/Room Service proveniente dos painéis solares para uso nas máquinas de lavar louça. Redução de aquecimento elétrico na operação.
3.19 As piscinas adulto e infantil também operam com aquecimento solar de painéis convencionais.
3.20 Dispositivos de aeração nos chuveiros para maximizar jato d'água e reduzir consumo. E pressurização da rede de água fria para evitar invasão da água quente e perda de temperatura.
3.21 Torneiras dos banheiros de áreas eventos acionados por temporizadores.
3.22 Abolidas as torneiras mono comando para evitar desperdícios de água quente.
3.23 Sinalização em todos os chuveiros de quais os registros de água fria e quente para evitar abertura desnecessária de água quente.
3.24 Toda a linha de amenities, de produtos de limpeza, higienização interna de todo o hotel são rigorosamente selecionados. Só biodegradáveis, sem toxidez, antialergênicos, que não tenham contra indicações.

4. SISTEMA DE GESTÃO DE ENERGIA - SIGE

A denominação interna de Sistema de Gestão de Energia-SIGE visa o monitoramento, registro e otimização da demanda dos insumos caros e finitos citados: ENERGIA/ÁGUA/GÁS.
Na busca de maior eficiência energética, esse trinômio impactante no custo operacional do hotel, está com acompanhamento rigoroso. A depender da ocupação, época do ano, regime de chuvas, picos de consumo, várias alternativas podem ser adotadas na área operacional.
A seguir uma descrição, e decisões primordiais adotadas na operacionalização:
4.1. ÁGUA QUENTE
ÁGUA QUENTE NUM HOTEL É MUITO CARA! Partindo dessa premissa foi implantada a grande estrutura de painéis de aquecimento d'água solar, e complementação com aquecedores a gás. O monitoramento ocorreu no primeiro ano e inverno de 2014 e continuou em 2015 com anotações diárias das temperaturas em pontos fixos: descida de colunas, retorno, boilers de entrada, painéis solares e avaliação das perdas de temperatura entre descida e retorno, etc. Mais verificações adicionais em shafts. A confrontação com as temperaturas externas, incidência solar, época do ano, regime de chuvas, se traduz num conjunto de referências e variáveis de alguma complexidade. Mas conclusivas e enriquecedoras para o SIGE. Algumas situações críticas aconteceram por defeitos em boias controladoras de volumes de água armazenados e bombas auxiliares, mas administradas. Assim que aos poucos o conhecimento se acumula e o PRIX HOTEL está com o sistema bem administrado. Infelizmente esse tipo de informação conjugada não se obtém no mercado. As informações estão fragmentadas ou quem as possui não distribui desinteressadamente. Imagina-se que os detentores desse conhecimento não compartilham, e a maioria dos fabricantes ou fornecedores não oferecem um pacote completo e dispositivos de automação conjugados. Antes de abrir o hotel foram 8 meses só de testes e ajustes de canalizações e fluxo. E um dos maiores segredos está nos sistemas de bombeamento e pressurização da água. Concluiu-se como indispensáveis a instalação de registros em profusão, com bombas reservas de circulação e pressurização porque várias ao funcionarem 24h diárias tem sua vida útil reduzida. Um sistema nesse patamar de eficiência ajuda a não perder hóspedes, por banho frio mesmo com ocupação máxima no inverno. Ainda no aspecto técnico, inúmeras correlações tem sido testadas: Regulagens e ajustes dos mínimos e máximos dos aquecedores a gás; liberação parcial da água pré-aquecida estocada nas baterias de boilers; redirecionamento e bloqueio de boilers do solar para aumento do patamar de temperatura da água na rede, etc. Toda a água fria potável é da Corsan. Poço artesiano, apenas no futuro e se atender aos exigentes padrões e legislação ambiental vigente. A estocagem da água da chuva possui a respeitável capacidade de 165 mil litros, que alimenta inclusive todas as redes de incêndio e sprinklers (1ª obra no RS a usar tubos Tigre Fire). Isso reduz o risco de corrosão por nitratos na tubulação galvanizada daquela água proveniente de mananciais e poços artesianos, situação já enfrentada pelo empreendedor.
4.2. AR CONDICIONADO E IMPACTO NO CONSUMO ENERGÉTICO
O equipamento de ar condicionado é extremamente relevante no dimensionamento da carga de um empreendimento hoteleiro. Obviamente porque se acionados por largos períodos e em grande nº de máquinas o consumo energético sobe às nuvens. Com máquinas convencionais o consumo poderia chegar a 50% ou mais da demanda de energia do empreendimento. Mas com todo o isolamento térmico do prédio e, ar condicionado Inverter, está bem abaixo disso. A primeira intenção foi induzir ao seu menor uso possível. Para isso quanto mais agradável o hóspede encontrar seu quarto menos propensão de ligar o ar condicionado ele terá. O isolamento térmico do ambiente externo e interno, ainda mais numa região de drásticas mudanças de temperatura como Passo Fundo, é muito recomendado. Se o hóspede deixar ligado o aparelho de ar ao sair, como acontece com frequência, que o consumo seja menor. E não basta mais os antiquados cortes de energia onde até um cartão de visita de papel aciona o mecanismo e mantem tudo energizado. Aí entra a linha INVERTER onde a economia supera 30%. A rapidez na resposta de aquecimento ou refrigeração também é importante, assim como evitar perdas e efetuando a correta manutenção e limpeza. O posicionamento dos compressores externos para ventilação e troca de ar adequado influi no desempenho e consumo, e isso foi buscado. O bom posicionamento das máquinas externas melhora significativamente a demanda, e todas as 240 máquinas do complexo usam gás ecológico.

4.3 PLANO DE ILUMINAÇÃO
Foram 30 meses de avaliação própria de todos os modelos disponíveis e em lançamento de lâmpadas LED, entre a metade de 2011 e inicio de 2013. Chegou-se a 17 modelos distintos de LEDs para os diferentes locais de uso e propósitos do Plano de Iluminação instituído. Alguns modelos foram fabricados sob encomenda e conseguiu-se chegar a um mix final, que representa 92% de toda iluminação do hotel. Vem sendo lançadas novas versões que permitem algumas otimizações e mais econômicas em relação à época desta implantação. Mesmo agora encerrando 2015 vários fabricantes e fornecedores afirmam que não existe na hotelaria de porte Brasileira algo nesse patamar, o que nos enaltece e estimula.
Ficar numa carga máxima de iluminação por UH entre 44,5/52,5Watts somando quarto e banheiro usando apenas lâmpadas LEDs é uma proeza! Dezenas com apenas 38,5W. As luminárias de cabeceira tem apenas 1,5W cada uma, e as de leitura 4W, desenvolvidas com exclusividade para o Prix Hotel. Isso significa uma cabeceira iluminada com apenas 11W ! Isso é EFICIÊNCIA ENERGÉTICA PURA nos dias atuais.
Os lançamentos de LEDs acontecem de forma contínua, mas é bom que se diga, várias não tiveram continuidade de entrega e ou saindo de linha de fabricação, trazendo dificuldades de reposição. Modelos com ângulos de abertura maior e de uso mais adequado e dimerização só nos anos recentes. Iluminação com melhor tolerância para o olho humano também. Tentou-se buscar fornecedores confiáveis pela eventual perda de capacidade de iluminação ao longo da vida útil. Mas numa era quase tudo "made in China" quem garante. Uma coisa era certa, o barateamento desse tipo de lâmpada nos anos seguintes e novas versões, se confirmou. É a era LED na iluminação.
O aumento da vida útil das lâmpadas pelo uso concentrado de LEDs é extraordinário. E caso assim não fosse os 2400 pontos de iluminação existentes provavelmente exigiriam substituições diárias no período de funcionamento, como já foi citado. Significaria trabalho e transtorno inaceitável, mas frequente na rotina da hotelaria que usa padrão convencional. De qualquer forma, ainda priorizou-se dupla iluminação em vários espaços: banheiro, hall entrada, lados da cabeceira, e nas bancadas de trabalho. Banheiros bem iluminados e quartos aconchegantes. Iluminação contida no geral e sem iluminação indireta. O posicionamento dos pontos, a conjugação das potências, e a eliminação dos pontos escuros não tem receita pronta, cada caso é um caso...
O reflexo na redução do consumo é muito expressivo, já que as LEDs consomem até 90% menos de energia. O vultoso custo inicial deverá pagar-se em 3 anos e não mais em 4 como previsto.
A inexistência de parâmetros práticos ou orientação técnica disponível, obrigou o empreendedor a trabalhar muito para chegar nesse objetivo. Assim que, o projeto ilumino técnico, ficou "as built" pela contínua readequação e redução de carga na fase de execução. Nas áreas de circulação e eventos foi feita concessão para a família de lâmpadas TL5 conjugadas, que no aspecto consumo vem logo após as LEDs. Nos andares das UHs apenas um ponto TL5 na frente dos elevadores, sendo o restante apenas LED e várias com sensor de presença. Em áreas de serviço como cozinhas e Lavanderia é exigida ampla claridade e aí são com proteção de acrílico. Nas áreas de convivência e uso pelos hóspedes, a preferência foi pela tonalidade âmbar e LEDs para acentuar espaços ou aspectos decorativos.
Está aprovada a operação em rampa do gerador que atende 100% da demanda. Isto iria baratear a conta de energia ligando diariamente no horário de pico (tarifa X 12). Mas por questões de carga/demanda contratada essa decisão foi transferida para o futuro. Até porque as oscilações de corrente, o liga/desliga, se mostram inimigas da parafernália eletrônica instalada, especialmente no sistema WiFi. Mas na redução de custos de consumo de energia estão agregados outros procedimentos.

5. USUARIO TOMANDO PARTE ATIVA
Nesse patamar de comprometimento ambiental, é voz corrente entre os experts que o empreendimento também deve assumir um papel de responsabilidade na conscientização dos seus colaboradores e usuários. A prática de ações ambientais e de sustentabilidade deve ser disseminada, ter significado e capacidade de convencimento. No caso do PRIX HOTEL estas práticas e atitudes já deflagradas vem sendo divulgadas a pleno, e se incorporaram aos propósitos do empreendimento. A abrangência do que se denomina SUSTENTABILIDADE é realmente muito ampla. E muitos usuários, de forma crescente, participam e entendem da busca ao nobre objetivo. Basta ver o grande número de comentários positivos já existentes nos sites de reserva e de avaliação da hotelaria sobre o PRIX HOTEL. Todas as atitudes, por menores que sejam, são relevantes. E a dimensão das responsabilidades está indo para outros patamares. Por isso, desde o inicio fomos agregando muita informação interna para os hóspedes e também para os funcionários.
Não apenas sugerir, mas conduzir e até em algumas situações não deixar alternativas. No caso da iluminação das UHs, funciona parte na base da "recompensa", exigindo algum empenho do usuário para obter a luminosidade máxima. É UM PROCEDIMENTO EDUCATIVO INDUZIDO? Pode ser. Mas não tem havido a menor reclamação. A conscientização das pessoas está acontecendo assim como também a mudança de atitude.
6. RESULTADOS COMPENSADORES
Ao completar mais de dois anos de funcionamento só temos orgulho pelo caminho trilhado e direcionamento adotado. Faz parte da sua agenda estratégica. e todos sabemos que SUSTENTABILIDADE não é modismo. Também a convicção de que ser sustentável em todas as frentes, não só por princípios, pode ser um bom negócio também. Mesmo que de médio e longo prazo.